Pequena Adenda ao texto “…A pedonal à Beira-mar”
sábado, 18 de maio de 2013
De uma leitora muito especial, Dulce Lush Ferreira Lima, recebi o comentário a seguir transcrito, citando apenas as partes que nos interessará certamente, e em que ela sugere uma alternativa à solução do problema, na opinião dela mais prática e eventualmente mais viável para que os utentes diários da nosso “calçadão” marítimo, consigam ter o seu espaço limpo e arranjado, para a ginástica, a marcha, a corrida e para o passeio que tão bem nos faz a todos!
Aqui vai o comentário:
(…) A intenção inspirada pela Magda e expressa no teu ultimo “post” é louvável, sem dúvida. Mas a ideia parece-me problemática , pelo que se segue.
(…)
…Como sabemos, infelizmente é esse o quotidiano de, pelo menos, centenas de famílias, pessoas que, mesmo aí ao lado do passeio, não têm o direito de fazer a mais pequena actividade diária sem ter como acompanhantes o lixo, os odores fétidos, a insegurança, etc., etc., etc.
(…) Assim sendo, e sem cair na demagogia fácil, a CMP, (Câmara Municipal da Praia) neste caso, que se quer atenta, também tem o dever de ser justa sensível. E como privilegiar uma única infra-estrutura necessária e importante quando tantas outras vitais, (…) que não poderão receber o mesmo tratamento? Como intervir? (…) Essa dificuldade em encontrar o equilíbrio entre as duas situações é a brecha por onde entra a minha observação.
(…) Segundo, uma contribuição privada para uma res publica, sim, parece à partida uma solução possível. Mas, e apenas, se forem respeitadas todas as regras que não me parece ser o caso de um pouco transparente e aleatório peditório. Creio (e espero!) que a lei não o permitirá.
(…) Assim sendo, e para que a iniciativa seja completa, justa e, verdadeiramente, cívica, creio que seria melhor ideia que os utentes do passeio, com a generosidade que certamente os caracterizará – a julgar pela “mens sana” que o “corpus sano” leva a pressupor – sacrificassem uma hora de bem estar pessoal para se reunirem e encontrarem a melhor forma de operacionalizar a contribuição. E que, isso feito, pedissem autorização à CM para a intervenção.
O que achas? Com tal observação?
Muitos beijinhos e votos de uma noite repousante.
Dulce
Um episódio interessante…
quinta-feira, 16 de maio de 2013
"Gertrudes Ferreira Lima (Século XIX) Poetisa portuguesa; natural de Santo Antão (Cabo Verde). Estudou no Colégio das Ursulinas, de Coimbra. Colaborou no Almanaque Luso Africano (1895) e, também no Almanaque das Lembranças. Usou o pseudónimo de Humilde Camponesa – in Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis da Lello & Irmão – Editores – Porto."
"Pico da Cruz fica "em cima " do Paúl que é então um vale, mas nós ali só tivemos a "Humilde Camponesa" ou Obscura Paulense (Gertrudes Ferreira Lima) que assim assinava os seus poemas (sonetos). Era bastante independente e embora a sua produção poética tenha sido escassa era considerada uma igual por Januário Leite e José Lopes e outros poetas residentes na Ilha. Também essa minha prima era por assim dizer, uma ave rara em ilha de machistas. Conheceu pessoalmente João de Deus e gabava-se de ter sido a primeira a utilizar a sua cartilha de ensino.
Sendo uma intelectual numa altura em que as mulheres não brilhavam nas letras, isto, se atraiu a admiração dos homens da época pelo seu intelecto, pela beleza das suas declamações, também afastou os possíveis pretendentes. Na altura deviam pensar casar com mulher que sabe mais do que eu, safa! Mas ela não se deu por vencida nem se deu por humilde nem humilhada. Acabou por casar já com cerca de sessenta anos com um marido uns quinze anos mais novo. Nunca me contaram nada mas imagino o falatório e o escândalo que terá sido."
João Manuel Oliveira
Este pequeno e elucidativo trecho, chegou-me às mãos, já há muito tempo, via minha prima, Maria de Lourdes Chantre, autora da «Cozinha de Cabo Verde», a nossa querida Lourditas, com sempre foi e é tratada na família. Filha do tio Leça, um mindelense bem conhecido, Manuel Ribeiro de Almeida – contou-me a Lourditas que o pai dela se referia a Gertrudes Ferreira Lima como “prima Tudinha” – um dos donos, (juntamente com o irmão Raul Ribeiro) e Director do famoso «Notícias de Cabo Verde» (1931-1962) jornal privado, independente, que marcou a sua época, por várias razões, nomeadamente, para aqueles ligados às Letras, pelo facto de ter albergado, sem reservas o «Seló – Página dos Novíssimos» 1962, movimento percebido também como uma tentativa dos então jovens poetas, de ter voz e esta ser ouvida.
(Um aparte: Isto é mesmo típico de ilhéu cabo-verdiano, vejam as “voltas familiares” que já dei com informações suplementares para situar o leitor!...Ah! Ah! Ah! Tipicamente nosso!)
Mas voltando ao trecho acima transcrito – com a devida vénia ao seu autor e um pedido de autorização, o Historiador João Manuel Oliveira, santantonense e há muitos anos, professor/investigador em Macau – não resisto a (re) publicá-lo, pelo que do seu conteúdo se percebe, e como ilustra uma época e um contexto espacial em relação à mulher dita intelectual.
Lembro-me que entrei em “contacto,” com os textos da poetisa Gertrudes Ferreira Lima, diria que pela primeira vez, e sem correr muito risco de errar, nos idos anos finais da década de 70 de século XX, para “ferramenta” profissional, isto é, necessitei dela para preparar as minhas aulas de Literatura cabo-verdiana. E dos primeiros textos que li na altura, um foi dedicado “Ao meu intelligente compatriota Viriato Gomes da Fonseca (Distincto tenente d’artilharia…”
Abro aqui um pequeno parêntesis, para recordar que Viriato Gomes da Fonseca, ascendente ou se entronca nos muitos “Fonseca” de Santo Antão nos quais me incluo pelo lado materno, era militar que frequentava ou prestava serviço na corte portuguesa e por quem a Rainha D. Amélia, (1845-1945) viúva do rei D Carlos (regicídio de 1908), tinha muita estima e a quem ofereceu um “stradivarius,” violino que ele guardou com imenso brio e que segundo informações históricas, já promovido a general, levou-o na sua bagagem para Santo Antão, onde tocava em convívios familiares. Fecho o parêntesis.
Retomando o à-vontade da poetisa em dedicatórias de muitos dos seus poemas, aos homens do seu círculo de Letras e de amizade, há também um poema, «Bem Haja» dedicado ao “Meu digno presbítero António Manuel da Costa” e anteriormente, ainda em Lisboa, estudante do curso do magistério primário, escreve um poema muito autobiográfico e a “Pedido de Júlio Dumont” como aponta em jeito de dedicatória.
Ora bem, isto prova que a “Humilde Camponesa,” seu pseudónimo poético, não tinha qualquer melindre em fazer dedicatórias poéticas à sua contra-parte masculina. Já outro tanto não diria dos seus pares masculinos, ilustres homens da pena e com alguns deles privou ela em Santo Antão, como bem se refere o texto de João Manuel Oliveira. Pois bem, não me recordo de ter lido qualquer poema ou prosa, dos mesmos, dedicados à nossa poetisa… Se encontrar, prometo que volto atrás…
Com uma ressalva, encontra-se num dos números do antigo Almanaque de Lembranças, em 1903, um resenha crítica intitulada «Caboverdianos Illustres» assinado abreviadamente: “C. L. (Cabo Verde)” e que menciona a poetisa santantonense, entre outros nomes de escritores e de poetas, da seguinte forma: «D. Gertrudes Ferreira Lima (Humilde Camponesa) é uma mimosa e inspirada poetisa que tem colaborado n’este Almanach com o pseudonymo de Humilde Camponez. Seus versos são harmoniosos e sentimentaes. Grande admiradora de João de Deus, a Humilde Camponeza, professora distincta, foi quem primeiro ensinou pelo methodo do grande pedagogo, preenchendo assim uma enorme lacuna no ensino das primeiras letras infantis… ( …)» Fim de transcrição.
Posto isto, e em jeito de finalização, achei interessante a informação (social/mundana, mas igualmente histórica) que o meu amigo João Manuel Oliveira nos deu sobre o perfil desta cabo-verdiana ilustre, seleccionada já como um, dos muitos nomes imortais, para patrono de uma das cadeiras da futura e esperemos que efectivada brevemente, Academia cabo-verdiana de Letras.
"Pico da Cruz fica "em cima " do Paúl que é então um vale, mas nós ali só tivemos a "Humilde Camponesa" ou Obscura Paulense (Gertrudes Ferreira Lima) que assim assinava os seus poemas (sonetos). Era bastante independente e embora a sua produção poética tenha sido escassa era considerada uma igual por Januário Leite e José Lopes e outros poetas residentes na Ilha. Também essa minha prima era por assim dizer, uma ave rara em ilha de machistas. Conheceu pessoalmente João de Deus e gabava-se de ter sido a primeira a utilizar a sua cartilha de ensino.
Sendo uma intelectual numa altura em que as mulheres não brilhavam nas letras, isto, se atraiu a admiração dos homens da época pelo seu intelecto, pela beleza das suas declamações, também afastou os possíveis pretendentes. Na altura deviam pensar casar com mulher que sabe mais do que eu, safa! Mas ela não se deu por vencida nem se deu por humilde nem humilhada. Acabou por casar já com cerca de sessenta anos com um marido uns quinze anos mais novo. Nunca me contaram nada mas imagino o falatório e o escândalo que terá sido."
João Manuel Oliveira
Este pequeno e elucidativo trecho, chegou-me às mãos, já há muito tempo, via minha prima, Maria de Lourdes Chantre, autora da «Cozinha de Cabo Verde», a nossa querida Lourditas, com sempre foi e é tratada na família. Filha do tio Leça, um mindelense bem conhecido, Manuel Ribeiro de Almeida – contou-me a Lourditas que o pai dela se referia a Gertrudes Ferreira Lima como “prima Tudinha” – um dos donos, (juntamente com o irmão Raul Ribeiro) e Director do famoso «Notícias de Cabo Verde» (1931-1962) jornal privado, independente, que marcou a sua época, por várias razões, nomeadamente, para aqueles ligados às Letras, pelo facto de ter albergado, sem reservas o «Seló – Página dos Novíssimos» 1962, movimento percebido também como uma tentativa dos então jovens poetas, de ter voz e esta ser ouvida.
(Um aparte: Isto é mesmo típico de ilhéu cabo-verdiano, vejam as “voltas familiares” que já dei com informações suplementares para situar o leitor!...Ah! Ah! Ah! Tipicamente nosso!)
Mas voltando ao trecho acima transcrito – com a devida vénia ao seu autor e um pedido de autorização, o Historiador João Manuel Oliveira, santantonense e há muitos anos, professor/investigador em Macau – não resisto a (re) publicá-lo, pelo que do seu conteúdo se percebe, e como ilustra uma época e um contexto espacial em relação à mulher dita intelectual.
Lembro-me que entrei em “contacto,” com os textos da poetisa Gertrudes Ferreira Lima, diria que pela primeira vez, e sem correr muito risco de errar, nos idos anos finais da década de 70 de século XX, para “ferramenta” profissional, isto é, necessitei dela para preparar as minhas aulas de Literatura cabo-verdiana. E dos primeiros textos que li na altura, um foi dedicado “Ao meu intelligente compatriota Viriato Gomes da Fonseca (Distincto tenente d’artilharia…”
Abro aqui um pequeno parêntesis, para recordar que Viriato Gomes da Fonseca, ascendente ou se entronca nos muitos “Fonseca” de Santo Antão nos quais me incluo pelo lado materno, era militar que frequentava ou prestava serviço na corte portuguesa e por quem a Rainha D. Amélia, (1845-1945) viúva do rei D Carlos (regicídio de 1908), tinha muita estima e a quem ofereceu um “stradivarius,” violino que ele guardou com imenso brio e que segundo informações históricas, já promovido a general, levou-o na sua bagagem para Santo Antão, onde tocava em convívios familiares. Fecho o parêntesis.
Retomando o à-vontade da poetisa em dedicatórias de muitos dos seus poemas, aos homens do seu círculo de Letras e de amizade, há também um poema, «Bem Haja» dedicado ao “Meu digno presbítero António Manuel da Costa” e anteriormente, ainda em Lisboa, estudante do curso do magistério primário, escreve um poema muito autobiográfico e a “Pedido de Júlio Dumont” como aponta em jeito de dedicatória.
Ora bem, isto prova que a “Humilde Camponesa,” seu pseudónimo poético, não tinha qualquer melindre em fazer dedicatórias poéticas à sua contra-parte masculina. Já outro tanto não diria dos seus pares masculinos, ilustres homens da pena e com alguns deles privou ela em Santo Antão, como bem se refere o texto de João Manuel Oliveira. Pois bem, não me recordo de ter lido qualquer poema ou prosa, dos mesmos, dedicados à nossa poetisa… Se encontrar, prometo que volto atrás…
Com uma ressalva, encontra-se num dos números do antigo Almanaque de Lembranças, em 1903, um resenha crítica intitulada «Caboverdianos Illustres» assinado abreviadamente: “C. L. (Cabo Verde)” e que menciona a poetisa santantonense, entre outros nomes de escritores e de poetas, da seguinte forma: «D. Gertrudes Ferreira Lima (Humilde Camponesa) é uma mimosa e inspirada poetisa que tem colaborado n’este Almanach com o pseudonymo de Humilde Camponez. Seus versos são harmoniosos e sentimentaes. Grande admiradora de João de Deus, a Humilde Camponeza, professora distincta, foi quem primeiro ensinou pelo methodo do grande pedagogo, preenchendo assim uma enorme lacuna no ensino das primeiras letras infantis… ( …)» Fim de transcrição.
Posto isto, e em jeito de finalização, achei interessante a informação (social/mundana, mas igualmente histórica) que o meu amigo João Manuel Oliveira nos deu sobre o perfil desta cabo-verdiana ilustre, seleccionada já como um, dos muitos nomes imortais, para patrono de uma das cadeiras da futura e esperemos que efectivada brevemente, Academia cabo-verdiana de Letras.
…A pedonal à beira-mar…
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Recebi de uma leitora, por sinal de uma jovem amiga, a Dra. Magda Barbosa Vicente, o apelo que adiante transcrevo. Embora a autora me tivesse pedido que o texto dela fosse apenas para me inspirar e para sobre o tema preparar um “post”. Pensei que o melhor seria (pedindo-lhe daqui a permissão) transcrever para o Coral-vermelho, a mensagem original, pois concordo com o que nela vem explanado e bem, sobre o nosso passeio de marcha, “calçadão” na versão brasileira, que, creio, estimado, (ou devia ser) por aqueles que o frequentam diariamente para a marcha e para a ginástica, tão necessárias ao nosso bem-estar físico e mental.
Com efeito, há necessidade e alguma premência que se façam obras para a melhoria daquela zona tão aprazível ou, no mínimo, que se cuide da preservação e manutenção desse património tão útil e aprazível do munícipe praiense. O que nos é dado a ver de perto nada tem de belo, bem pelo contrário, a terra, os pedregulhos e o lixo que se amontoam e que ladeiam o passeio extenso, as encostas adjacentes que formam enseadas com o mar à vista e onde muita gente aproveita para piqueniques e mergulhos; poderiam ser limpas e melhoradas.
A sugestão de uma contribuição cívica de todos nós que usamos o local para passeios e exercício físico pode muito bem ser aproveitada pelas autoridades municipais que gerem o grande passeio, e assim promover algumas benfeitorias que tão bem serviriam os munícipes!
Para estes últimos, uma palavra (aliás chamada de atenção feita pela autora do texto que a seguir devem ler): cuidemos da pedonal à beira-mar, estimemo-la e não permitamos que a maltratem com o lixo resultante de convívios e de excrementos de animais.
Um agradecimento à Dra. Magda pela sugestão e pela alegria e o enorme prazer que me dá de participar neste espaço que é também dos amigos que é o “coral-vermelho”: Tal como prometido aqui vai o texto recebido:
...“Tendo em conta que tem um blog (que muito aprecio e que há muito está guardado nos meus favoritos) de assuntos diversos e, tendo em conta que não tenho esse dom abençoado da escrita, «aproveito-me» de si para lhe propor um tema para um post:
-O estado degradante da nossa pedonal, «à beira mar plantada», para os praticantes do revigorante e saudável footing.
Fico com pena de todos nós que a frequentamos. É, não vale só a brisa do mar, as ondas, os magníficos «pores-do-sol», isso tudo é de graça, basta sensibilidade para os apreciarmos. Mas, e o resto? Principalmente, aquilo que é consequência de acções e dos comportamentos humanos, ou melhor de munícipes que afinal não sabem como viver numa cidade: o lixo que se acumula nas bermas e nas praias depois de um dia de «tcholdra», os entulhos de obras, o mato selvagem que ficou desde de quando choveu, as matilhas de cães vadios e rançosos e, para completar este quadro, as bostas de vaca em todos os seus estados possíveis e imaginários.
Gostaria de ver a nossa pedonal embelezada e reabilitada, ladeada de coqueiros e banquinhos colocados de frente para o mar e, principalmente, livre de todos os odores orgânicos que não fosse a maresia.
Mas, lá está, isso acarretaria custos, afinal estamos em tempo de crise, Cabo Verde é um País pobre, o nosso município também é pobre e, blá, blá, blá, que o resto já sabemos de cor. Então, e se pelo menos propuséssemos ao nosso Presidente da Câmara (que aliás também é um frequentador assíduo e, será que desatento…?) que com um Caterpillar varresse todo o lixo? Ok, é preciso que os munícipes participem nos custos? Que a Câmara faça um peditório juntos de todos os utentes desta importante infra estrutura (ahahah) nas horas de ponta, talvez o montante recolhido pagasse uma hora de aluguer do Caterpillar, simples, não????
Espero tê-la inspirado com este tema.
Um abraço, Magda”
Ah! O Bacalhau!...
terça-feira, 30 de abril de 2013
A expressão que intitula este escrito inspirou-se na recente leitura do livro homónimo, «O Bacalhau, na vida e na cultura dos Portugueses» de Marília Abel e Carlos Consiglieri.
Resumidamente, o livro apresenta ao leitor através de uma viagem no tempo e no grande espaço então português, as diversas formas que os escritores, jornalistas, caricaturistas, gente da escrita e do pensamento incluíram e descreveram nos seus textos (em que a sinestesia não faltou) o chamado “fiel amigo.” De entre os famosos conhecidos, lugar destacado para Eça de Queirós (1845-1900) que o celebrizou sem reservas.
O livro também nos mostra como este peixe, pertencente à ordem dos “gadus” entrou na cozinha e nas receitas domésticas africana e oriental, levado pelos portugueses que o não dispensavam nessas paragens e a constância com que o solicitavam à então Metrópole.
O bacalhau está de tal maneira enraizado na cultura portuguesa que compõe provérbios, ditos e expressões populares. Interessante é que começou por ser comida de pobre e só mais tarde, no séc. XVIII é que passou às mesas abastadas.
De tudo isso nos dá conta o livro em apreço. Valeu a leitura.
Ora bem, a pretexto disto, veio-me à lembrança, um episódio que se passou no ano 2000, quando me desloquei ao Brasil, mais precisamente ao Rio Grande do Sul, para aí assistir à formatura do meu filho, “colação de grau” no dizer brasileiro.
Abro aqui um pequeno parêntesis: Espero que ele (o meu filho) não se zangue se ler isto. É demasiado discreto, para este tipo de narrativa. Não sai à mãe… Fecho o parêntesis.
A semana da minha chegada coincidiu com a última das actividades da turma dos finalistas do curso de medicina desse ano. Chamam-na ou, chamaram-na se a memória não me falha, “a semana da saudade.” Poética a designação. Os formandos andaram quase sempre todos juntos, diariamente em celebrações, convívios, entre outras formas de selar e zelar a camaradagem, a amizade firmadas ao longo do percurso universitário; o fim de uma etapa da vida e a separação prevista, pois que cada um havia de seguir o seu caminho.
Pois bem, coube ao meu rapaz oferecer um almoço na casa que ele ocupava com outros dois colegas. Sabedora dessa parte do programa, eu havia levado de Lisboa uma razoável quantidade de bacalhau, mais o azeite, pois que me fora recomendado assim fazer.
De permeio e em jeito de “intermezzo” recordo as recomendações do meu irmão mais velho, e então quadro da TAP, que me disse na altura: “Atenção, se te abrem a bagagem em S. Paulo e te retiram o bacalhau, assegura-te que o inutilizam na tua presença… (e a brincar) ou, então vai ser um bom pitéu na mesa deles…”
Lá fui eu receosa se tinha de alterar ou não, a ementa do almoço do meu finalista. Não vá sem confessar que não possuo grandes dotes culinários, (Felizmente, casei-me com um cozinheiro de “mãos cheias,” como sói dizer-se) mas um bacalhau cozido, sempre lá o vou fazendo e, penso que a preceito.
Passei a luz verde alfandegária paulista e cheguei ao destino com o “fiel amigo” são e…sobretudo, salvo!
Fez-se a refeição convivial. Alegre e ruidosa como normal naquelas circunstâncias. E o interessante foi a unanimidade havida em torno do prato principal: “Ah! Nada como um bom bacalhau!” E isto vindo de papilas gustativas brasileiras, angolanas e cabo-verdianas que participaram do almoço. Um dos finalistas, angolano, por sinal o mais velho da turma, virou-se para mim e com ar sorridente, saiu-lhe esta: “minha senhora, isto (referindo-se ao bacalhau) é o verdadeiro cimento que nos une…não há dissonâncias. Ah!Ah!Ah!”(gargalhou ele ruidosamente)
Nos dias subsequentes, e como havia sobrado muito bacalhau. Afinal levara mais do que eu própria julgava, variei a forma de o confeccionar e assim comemos bacalhau por mais dois dias. Coincidência ou não, abeirando-se a hora da refeição, soava a campainha da porta. Os rapazes da casa, não sem antes resmungar, exclamavam: “mas que pontaria! Bem na hora do almoço!” E, ao abrir a porta, diziam ao recém-chegado a brincar: “…bacalhau acabou!”
Eu, presenciava tudo isto, deliciada e bem contente, pelo sucesso do meu bacalhau que, afinal, não me deixara ficar mal!
O saber ser do professor… Salvé 23 de Abril!
terça-feira, 23 de abril de 2013
Hoje é o Dia do Professor cabo-verdiano que tem como patrono a figura incontornável da cultura nacional, Baltazar Lopes da Silva, que completaria hoje 106 anos sobre o seu nascimento.
Nunca me canso de bem-dizer a escolha da data para se celebrar o dia do professor nestas ilhas! Ainda bem que assim foi. É que Baltazar Lopes da Silva para além de poeta, romancista, contista e também renomado filólogo, foi professor e Reitor por muitas décadas do distinto Liceu de Gil Eanes em S. Vicente. Professor que marcou muitas gerações de alunos.
A juntar a isto tudo ele foi igualmente, Advogado de defesa de algumas causas dos deserdados da sorte. Lembremo-nos que ele era licenciado em Letras e em Direito pelas faculdades respectivas da Universidade de Lisboa.
Sobre esta notável e ímpar figura da História cabo-verdiana do século XX, muito sobre ela vêm escrevendo, pesquisando e descobrindo a profunda riqueza literária e humanística que nos legou, não só pela forma como caracteriza aquilo que comummente se designa por “caboverdianidade”, como também pela beleza estética e temática da sua escrita ficcionista e poética.
Comemora-se o dia do Professor cabo-verdiano! E na sua esteira impõe também uma reflexão, ainda que breve, sobre o nosso ensino, sobre o perfil do docente e sobre o papel da escola na vida da criança e dos adolescentes, estes sobre quem, a instituição escolar exerce uma enorme e muitas vezes marcante influência transformadora em fases fundamentais das suas vidas.
Faço votos que nas escolas e com os professores do ensino público e do ensino privado este dia seja condignamente comemorado.
Gostaria de poder preencher esta pequena e brevíssima reflexão com palavras e juízos que demonstrassem confiança e alegria sobre este pilar (o ensino) tão precioso e, diria, vital para qualquer sociedade! Infelizmente não vai ser assim.
Sobre o nosso ensino e o que sobre ele se percebe hodiernamente, merece-nos uma grande apreensão e preocupação naquilo que consideramos serem alguns desvios, desleixos, facilitismos e, sobretudo, alguma ignorância pedagógica e científica que o vem contaminando e minando os seus alicerces que deveriam ser os de uma verdadeira fortaleza.
Verifica-se entre os alunos (falo no geral, as excepções não são matéria principal deste escrito) e para mal dos nossos pecados, uma incultura e uma falta dos saberes, que são de arrepiar! Pois bem, estas ferramentas deviam ter sido adquiridas ao longo das etapas escolares e dos patamares académicos. A questão que se põe: por que razão tal não está a suceder?
Antes de prosseguir, abro aqui um curto parêntesis para dizer o seguinte: numa abordagem que se pretende com alguma ética, não é correcto comparar gerações, por todas as razões que lhes estão inerentes, atribuindo valorizações e desvalorizações a uma e/ou a outra. Fecho o parêntesis.
É que por vezes apanho-me a pensar que a geração muito anterior, relativamente e em igualdade de escolaridade, é mais culta e sabedora do que a que se vem formando actualmente nas instituições de ensino, quer secundárias, quer superiores nestas ilhas. E isto revolta-me, pois não deveria estar a acontecer!
Se por um lado, em Cabo Verde a tecnologia de informação e mesmo de alguma formação – próprios da época actual – ainda não estão tão disponíveis e nem são tão abrangentes à nossa camada estudantil, como em outras paragens mais desenvolvidas o que vale dizer que ainda a maior parte dos nossos alunos, espera e conta muito com o que a escola lhe dá em termos do saber e do saber fazer.
Por outro lado, trata-se de uma geração em que uma parte dela tem acesso a meios de tecnologia de informação e de formação que a geração anterior, nem sonhava que existissem.
Nesta conformidade e contexto, ainda por equilibrar, o papel do professor bem preparado – pois é isso mesmo que qualquer encarregado de educação, deseja que os filhos tenham na sala de aula – ganha uma importância que não me inibo de classificar de transcendente.
Trata-se de um perfil que deve poder aliar a pedagogia escolar e social com a ciência específica da disciplina que ensina. É este perfil, no geral, que nos está a falhar e a escassear para uma correcta postura docente e uma praxis adequada na transmissão de conhecimentos, para que se atinja o essencial no sistema de ensino que é a sua qualidade.
A ausência deste perfil (de professor) é também responsável por esta espécie de desastre, perdoem-me a dureza da expressão, que vem acontecendo no interior da escola, de que tanto se fala, com graves reflexos na edificação do ser social e laboral que ela tem a seu cargo.
Estaria a ser injusta se deixasse todos os males da escola por cima dos ombros do professor. Não, não seria de todo justo! Há outros co-agentes ou suportes que concorrem com similar paridade para que os objectivos educativos e formativos cheguem a bom porto. Desde logo, a organização e a gestão do sector educativo no seu todo, a parceria escola/sociedade, entre outros.
Caberia aqui destacar o papel da família enquanto responsável primeira pelo ser que ao mundo trouxe e que em Cabo Verde com particular acuidade, devia ser alertada com frequência e com constância maiores pela sua, diria, negligência e facilidade com que descura a transmissão de algum saber estar, de alguma boa educação caseira aos filhos em idade escolar.
A chamada disfuncionalidade familiar, o abandono parental e a já significativa inexistência de família nuclear estruturada, são infelizmente, os grandes causadores entre nós, dos males que se projectam na escola e se reflectem na sociedade actual e vindoura.
Para finalizar, e por ser o Dia do Professor, um dia de todo especial para este servidor específico, alguns deles, e já estamos a entrar no campo das excepções, muitas vezes também dedicados e abnegados à sua profissão, gente capaz e que não obstante as imensas carências de material bibliográfico, laboratorial e outros, com que se deparam no seu dia-a-dia de trabalho, se empenham em ser bons profissionais. Para eles uma palavra de apreço.
Incapacidade de Interpretação?...
segunda-feira, 25 de março de 2013
O título deste escrito inscreve-se
a propósito do texto recentemente publicado neste “Blog” e intitulado: “Legalidade, Legitimidade & Sociedade
Civil” para o qual convido o leitor do Coral
Vermelho, a uma leitura serena, pois que se tratou de uma análise
especulativa em que o autor pretendeu colocar como centro da alternância
democrática, o “poder de veto” que possui a oposição. Em resumo, à nossa
oposição com representação parlamentar e sempre putativo executivo próximo, traz
na sua força política dada pelo voto popular, essa capacidade de dizer ao
governo actual (à situação) de que, por exemplo, quando for poder, poderá
derrogar, alterar tal lei, tal dispositivo normativo que está a ter um efeito
perverso para o cidadão. Outro tema desenvolvido no referido texto foi o da
diferença entre a legalidade e a legitimidade pelo uso e por vezes pelo abuso que
o partido no poder faz da “sua maioria”. Tão simples como isto! Em suma, um
texto de todo em todo, de análise, reitero.
Vai daí, meus senhores,
desataram alguns leitores em insultos e numa verborreia descompensada que me
levaram a pensar, em duas possibilidades, quiçá justificáveis por tal atitude,
mas qual delas a pior.
A primeira, ou esta gente
(que comentou a despropósito) deixou de entender, de compreender e de
interpretar a língua portuguesa de vez, ou então, a segunda, não leram o dito
texto e seguiram o primeiro “comentador” qual rebanho ignaro! Que tristeza!
Perderam em qualquer das circunstâncias, uma hipótese interessante de se
informarem.
Volto a repetir que fiquei altamente perplexa
e preocupada com a incapacidade de interpretação de determinados leitores que
sem cuidarem de perceber o conteúdo do texto, desataram em descontextualizados
comentários recheados de impropérios grotescos e obscenos, sem qualquer nexo ou
lógica discursivos.
Como professora que fui, (se
calhar nunca se deixa de ser) confesso que me entristece ver escrito, este tipo
de comentários incompreensíveis. Revelam infelizmente que o raciocínio cognitivo
e o que se classifica de dedutivo/ analítico andarão muito em baixo na mente de
alguma da nossa gente escolarizada!
Não vá sem acrescentar que
tenho vindo a notar que “baixou” e muito, o nível intelectual, com relação à
idade e ao patamar de escolaridade entre a novel geração. Um exemplo disto verifiquei-o
eu em sessões lectivas, numa instituição de ensino superior e com uma turma que
estava a leccionar pela primeira vez e já em fase final da minha docência
activa. A determinada altura, pedi a cada aluno que escolhesse a seu gosto um
livro para ler e fazer uma recensão crítica. Acreditem que mais de metade da
turma escolheu um livro infanto/ juvenil da colecção dos “Cinco” ou similar! E
isto, entre jovens, alguns de maioridade e já no 2º ano do curso! Ou seja,
nenhum deles foi capaz de ler e de analisar, um romance a sério, ou um livro de
contos ou de poemas, ou ainda de outro género. Altamente preocupante! Claro que
existem excepções! Mas lá está, infelizmente são cada vez mais raras.
De qualquer modo, tudo isto é confrangedor
para gente da minha geração com alguma literacia.
Ah! Já me ia esquecendo, uma
nota “en passant” para os que teimam em ver-me “candidata” a cargo presidencial.
Agradeço mas não estou minimamente interessada. Deixei a política activa em
2000 e por ela passei como missão cívica. Respeito os que estão nela, mas não
os invejo. Bem pelo contrário, não queria e nem desejaria estar-lhes na “pele”
como sói dizer-se. Considero-me uma cidadã e uma mulher bem realizada. Pertenço
hoje a um clube fantástico: O das avós! Invento e conto imensas histórias aos
meus netos. Colaboro com instituições de solidariedade social; ajudo com
prazer, alguns estudantes com teses de final de curso. Cuido com amor da casa e
das plantas. Leio, escrevo, canto, nado e passeio. A minha família, os meus
amigos e os meus antigos alunos mimam-me muito! Sinto-me privilegiada.
Bem o meu escrito já vai
longo e não foi essa a intenção primeira; apenas quis, com isto manifestar o
meu espanto pela manifesta incapacidade de leitura, de interpretação e de
crítica de alguns leitores que subscreveram tão inopinados e incorrectos comentários,
com relação ao texto: “ Legalidade,
Legitimidade e Sociedade Civil” aqui publicado.
Por último, uma sugestão
amistosa para os referidos leitores: se têm pretensões críticas, o que não é
mau, estudem, leiam, informem-se e, sobretudo, cuidem da linguagem! Após isto,
comentem.
Um esclarecimento necessário
sexta-feira, 22 de março de 2013
As
mentes grandes discutem ideias;
as
médias coisas;
e
as pequenas pessoas.
Kalil Gibran
Estou
fora do País e, normalmente, não costumo escrever nestas circunstâncias.
Acontece porém, que recebo de um bom amigo de longa data, um “e-mail” com a
seguinte mensagem (transcrevo a parte que interessa):
“Caro Armindo: o que é que fizeste para merecer
tamanhos insultos? Estou convencido que isso somente poderia vir de pessoas que
não conhecem nem a tua pessoa e nem o teu percurso. Eu não intervim porque não
vi o teu comentário ou artigo publicado a respeito...
Um rijo abraço,
Luiz.”
É
óbvio que fiquei estupefacto porque não me lembrava de ter escrito qualquer
texto alusivo ao actual Presidente da República e mesmo que o tivesse feito,
sei que ele como democrata sabe que não está acima da crítica honesta e respeitosa
que é a que normalmente faço. E por isso remeti ao meu amigo a seguinte
mensagem:
“Meu caro Luiz, só hoje abri
o meu “e-mail” e não sei rigorosamente nada do que falas. Onde é que fui
insultado? Não escrevi para nenhum jornal… E a propósito de quê é que fui
insultado? Agradecia que me informasses.
Um abraço.”
O
meu amigo, presto como sempre, não tardou a enviar-me o endereço do sítio de onde
ele tivera conhecimento da notícia avisando-me de que tinha sido por interposta
pessoa, bem como dos tais comentários que a acompanhavam.
Fiquei
indignado. Muito indignado mesmo! Mas muito menos com as inúmeras baboseiras e
aleivosias proferidas a meu respeito do que com a petulante ignorância dos seus
autores. Concluí, (não era difícil) que só podia ter provocado essa onda de cretinice,
o meu último texto no “Coral-vermelho” – “Legalidade, Legitimidade &
Sociedade Civil”. E fui revisitá-lo. A única, sublinho, única, alusão ao
presidente da república – de forma abstracta – é a que a seguir transcrevo:
“Igualmente, um presidente
da república que jura cumprir a Constituição e ignora-a negligenciando os seus
deveres ao promulgar, deixar passar dolosamente – porque previamente avisado
para essa eventualidade – leis inconstitucionais para nítido benefício do
governo ou do partido que lhe é politicamente próximo, continua a ser legal mas
não legítima a sua titularidade por faltar à palavra, por deliberadamente não
honrar um juramento.”
Do
texto que NÃO LERAM (ler não é juntar letras para fazer palavras) e como tal
não podiam compreender, tiraram conclusões abusivas e absurdas, seguramente a
mando ou orientação de alguém não próximo do actual PR para quem, se houver
carapuça, esta não lhe serviria.
Como
puderam de um texto tão abstracto e impessoal do qual nenhuma linha se ajustava
ao actual PR, tirar tão cruel e descabida conclusão?
Fiquei
muito triste com a confrangedora iliteracia política e literária dos autores
dos comentários. Uma desilusão!... Felizmente que ela é circunscrita a meia
dúzia de indivíduos que nem sequer tem consciência da sua imbecilidade.
Mas
como quem cala consente, depois de enviar um e-mail ao meu amigo
agradecendo-lhe a solidariedade, redigi uma mensagem para o jornal que não tinha
tido suficiente cuidado em moderar convenientemente os comentários, pois se o
tivesse feito teria verificado que esses comentários NADA tinham a ver com o
texto publicado.
Transcrevo
a seguir o texto enviado ao jornal a título de comentário:
"Sou ARMINDO FERREIRA e não me escondo
atrás de pseudónimos. Sou da Guiné-Bissau filho de emigrante cabo-verdiano como
muitos o são de outras paragens. Acabo de ler, porque um bom amigo me chamou
atenção para o facto, umas bacoradas a meu respeito. Estive hesitante se devia
ou não responder, tal é a baixeza e a gratuitidade dessas obscenidades.
Em primeiro lugar não sei a que propósito vem o meu
nome, porque não citam o contexto nem o propósito, o que de per se já denota uma falta de
respeito pelos direitos e liberdades individuais. Tudo leva a crer que seja por
má-fé, ignorância ou, quiçá, um péssimo domínio da língua portuguesa. Numa
palavra: Se leram alguma coisa não compreenderam nada, pois não sabem
minimamente o que estão a dizer. Por isso não perco muito mais tempo.
Para finalizar quero deixar claro que:
1 – Não sou, nem nunca fui do PAICV – nem simpatizante
e, muito menos, militante;
2 – O meu Presidente é o Dr. Jorge Carlos Fonseca,
eleito de forma clara, transparente e inequívoca como já o afirmei num dos meus
textos;
3 – Uma vez que se referem à Constituição, tanto
quanto eu sei (não leio jornais digitais com assiduidade) até agora, não
conheço nenhum conflito (no TC) entre o PR e a Constituição pelo que deduzo que
ele tem vindo a ser um rigoroso guardião da Constituição que ele ajudou a
elaborar;
4 – Quantos às vossas ameaças, peço-vos muito
encarecidamente, que como democratas que pretendem ser, e porque estamos num
estado de direito democrático, que as denunciem e divulguem de forma clara e
provada cumprindo o vosso papel de democratas, porque se o não fizerem
assumidamente não passarão de reles covardes e mentirosos. Como diz o
povo: Quem não deve não teme!”
Em jeito de
fecho, acresço que continuo a aguardar que esses energúmenos aprendam a LER português
para comentar e criticar adequadamente os meus textos e que concretizem a
ameaça que fizeram quanto à minha conduta moral, civil e criminal, mas desta
feita sem pseudónimos e com provas, mostrando-se menos mentirosos, covardes e
desonestos do que quando garatujaram as suas enormidades.
A.Ferreira