quarta-feira, 5 de maio de 2021

 

 

DIA MUNDIAL DA LÍNGUA PORTUGUESA

Hoje, 5 de Maio, celebra-se o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data foi criada, primeiro, como Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa a 20 de julho de 2009, por resolução da XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, decorrida na cidade da Praia, Cabo Verde. O ano passado, em 2020, a Unesco elevou a Língua Portuguesa a Língua Mundial. 

Pois bem, 5 de Maio o Dia Mundial da Língua Portuguesa e da Cultura, pela CPLP, já é celebrada em 44 países, em redor do mundo..

 Porém, são oito os países onde se fala se escreve e se ensina  a Língua comum. A saber: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, integrantes da CPLP. Povos que a têm como Língua materna e/ou Língua oficial.

Convém acrescentar que a Guiné –Equatorial, país cujos habitantes não se exprimem em português, é actualmente membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Terá de fazer o seu caminho na senda da  integração da Língua portuguesa nos seus currículos escolares.

Mas anos após anos, vem aumentando a difusão da Língua portuguesa, numa procura interessada e alargada, de vários países do mundo que se aperceberam da importância e do valor global da nossa Língua comum. De entre os exemplos de maior procura da Língua portuguesa, situa-se a China, país, onde a leccionação do português está inserida em várias universidades.

Cabo Verde tem-na como Língua veicular do ensino e como Língua Oficial. É um facto. A Língua portuguesa é o veículo Linguístico  que  conforma  toda a documentação nacional escrita. A de ontem e a de hoje. É a nossa Língua de conhecimentos tecnológicos, científicos e literários. É também a nossa Língua de comunicação, ao lado do Crioulo que dela descende em larga medida e em permanência alimentado pela Língua comum, o já considerado, crioulo escolarizado, que é frequentemente veiculado oralmente na Comunicação social nacional, pelos técnicos e pelos quadros de diversas áreas do país.

 Para além de a Língua Portuguesa, ter sido a primeira Língua que ouviram os pássaros e as rochas destas ilhas atlânticas, aquando da chegada dos navegadores e os dos marinheiros portugueses a 1 de Maio de 1460, conforme os registos históricos elaborados e mais coevos, da descoberta das ilhas do Arquipélago de Cabo Verde.

Daí que saudamos com alegria e com afecto o  Dia 5 de Maio!

 Dia Mundial da nossa querida Língua!

 

 

 

1 comentários:

Adriano Miranda Lima disse...

Viva a língua portuguesa! Língua de todos, de portugueses de nascimento europeu e dos povos de todos os países que a adoptaram como língua oficial. É uma bela língua, sem dúvida, "a nossa Língua de conhecimentos tecnológicos, científicos e literários", como caracterizou a Ondina Ferreira. Nós, cabo-verdianos, criámos um crioulo que dela deriva e dela se alimenta, como igualmente escreveu a autora deste texto. Poderá dizer-se que o nosso crioulo é o produto de uma criatividade distinta ou então de um recurso forçado por circunstâncias específicas, sobretudo de ordem geográfica, histórica e social: o insuficiente povoamento das ilhas por portugueses da metrópole (divulgadores naturais da língua mãe) e o isolamento das populações reduzindo a comunicação e dificultando a implantação da língua. O crioulo define-se pelo seu lado pitoresco e pelas suas diversas tonalidades entre as ilhas. Não será curial considerá-lo como factor de enriquecimento da língua portuguesa, porque, dela derivando, acabou por distanciar-se em maior ou menor grau do ponto de vista lexical e fonético, naturalmente com reflexos significativos a nível da estrutura gramatical. Embora um ou outro vocábulo possa ser considerado um contributo para o português, nada mais me parece se considere factor de enriquecimento da língua mãe.
Desta maneira, tenho como praticamente impossível que o crioulo se torne algum dia língua oficial e de ensino em Cabo Verde, como alguns pretendem ou pretenderam, sem que daí resulte sério prejuízo para o domínio e consolidação do português nas nossas ilhas, e sem acrescentar benefício ao próprio crioulo.
Como tenho dito, devemos investir e aperfeiçoar cada vez mais o ensino do português, ao mesmo tempo que se incentive o seu uso informal, únicas condiões para os cabo-verdianos não ficarem atrás dos seus parceiros dos PALOP em matéria linguística.

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