Viva o
13 de Janeiro!
Salvé!
Esta
data, rica de simbolismo, repleta de significação na história da nossa ainda
jovem democracia (35 anos), deverá ser comungada por todos os cabo-verdianos.
Digo isso, porque aqui chegados, parece estar a haver pontualmente, algum
retrocesso no sentido da interiorização nacional da data.
Devemos
todos recordar que o feriado foi sufragado pelos Deputados da Nação, dos
Partidos políticos com representação parlamentar na altura, em 22 de Março de
1999, Lei n.º 95/V/99, que assim instituiu o 13 de Janeiro como feriado
nacional.
Daí
que se estranhe bastante a resistência incompreensível e inexplicável, pela
actual CM da Praia, instituição de grande importância nacional, por ser a
Câmara Municipal da capital do país que reiteradamente vem fazendo a uma data
que é de todos. Sim, de todos!
Explico-me:
qual foi o ponto de partida para o 13 de Janeiro de 1991?
Ora
bem, o 13 de Janeiro, resultou porque para ele concorreram a sociedade civil
cabo-verdiana, os três Partidos políticos à época existentes, a saber: o PAICV,
a UCID e o então, recém-fundado, MPD. Todos, todos convergiram para que existisse
esta data memorável! Terem-no feito em
divergência ou em convergência, não importa, antes pelo contrário, foi assim
salutar pois, já transpirava a democracia.
Na
realidade, o que importa é que todos foram à sua maneira, obreiros.
Houve
uma movimentação nacional que galvanizou os cidadãos de todas as ilhas e os das
nossas comunidades emigradas. Sem o concurso de todas as forças vivas, sociais
e políticas residentes e fora de Cabo Verde ao tempo, não seria possível esse
magnífico dia em que o povo das ilhas, pela primeira vez, (aqui aplica-se bem)
em completa liberdade, foi chamado às urnas para escolher através do voto
secreto, quais seriam os seus representantes no Parlamento cabo-verdiano.
Como
não comemorar com festiva alegria, tal momento histórico de repleta euforia
nacional? Como tentar apagar da memória
colectiva, a data que marcou, esperemos que para sempre, a fundação e a
instituição do modelo de governação democrático no nosso país?
Que
fique claro que a data não tem pertença partidária e nem podia ter, foi obra de
todos. Consequentemente, qualquer tentativa
para colocá-la partidariamente, serve apenas para diminuí-la para beliscá-la
gravemente na sua enorme grandeza.
Por favor! Não façamos este triste serviço à
nossa história democrática tão bela e bem-vinda às ilhas!!
Note-se:
as eleições foram livres. Ganhou o MPD, como poderia ter ganhado o PAICV. O
povo decidiu soberanamente.
Estas
são as palavras que me ocorreram hoje e, com as quais, queria salvar (na
significação crioula do termo) o 13 de Janeiro!
E tal
como comecei, assim termino:
Salvé e Viva 13 de Janeiro!
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